segunda-feira, 1 de maio de 2006

Guerrilha Feminina

Os atuais índices do IBGE denunciam jornada de mais de quatro horas para 90% das trabalhadoras em tarefas domésticas, em oposição às duas horas de 46% dos trabalhadores dedicadas ao lar. Embora os números apresentem a vasta diferença entre os sexos a respeito de funções da casa, alguns conceitos mostram-se evoluídos e evideciam uma mudança em ambos os lados.
"O homem deve trabalhar e suprir a família, e a mulher tem obrigações domésticas e voltadas para os filhos",pensamento típico dos anos 60,no qual as mulheres queimavam os sutiãs com o intuito de serem escutadas e compreendidas. Nessa mentalidade fica claro o preconceito criado pela sociedade, que impõe padrões e esteriótipos até os dias atuais.
Embora alguns digam que pequenas,as conquistas deram-se aos poucos e trouxeram mutações positivas para o estilo de vida de muitas pessoas. Por exemplo, atualmente não é tão absurdo ver homens incumbidos com afazeres domésticos e educação dos filhos, e mulheres responsáveis pela renda familiar. Quando o indivíduo tem a conciência desta igualdade, a convivência entre a família torna-se mais fluente e agradável,possibilitando negociações convinientes para ambos.
Em contraposição a casos como estes, existem aqueles que se mostram ainda mais prejudicados. Em especial,as mulheres que, devido a conquista do mercado de trabalho, têm que se desdobrarem para cumprir inúmeros papéis. Este é o perfil da mulher brasileira contemporânea: serviço externo, faxineira, doméstica, mãe, baba e amante, isso sem citar a pressão midiática pregando e idealizando a estética perfeita. Ou seja, você é escrava do seu patrão, do seu marido e dos seus filhos e ainda tem que estar linda.Ufa!Missão quase impossíve,a qual é realizada por milhares de mulheres todos os dias.
O Censo e seus dados estatísticos revelam uma "verdade",mas isto são apenas números;os olhares conduzem a outra verdade que, num primeiro instante, mostra-se como conquistas de incontestáveis grandezas ao universo feminino, mas , infelizmente, "maquiadas".Há muito ainda a ser conquistado. Que o cansaço provocado por esta intensa rotina feminina não desestimule nenhuma mulher a lutar por seus direitos e pela igualdade sexual tão idealizada.

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